quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Hero


Eu comecei escrevendo esse poema em português, mas no meio do caminho achei que ele ficaria melhor em inglês. Acabei escrevendo as duas versões e na dúvida de qual publicar, resolvi postar as duas.
Abaixo vai o clipe de uma canção que eu gosto muito e que eu acho que coaduna bem com o espírito do poema.

It is tough to face the end
Accept defeat, throw the towel
Give up
I wasn’t trained for this
In the movies
None of my heroes ever gave up
And I,
Knight of the Sad Countenance
Obsolete
Realize I don’t have a choice
Maidens, as it seems
Have made themselves scarce
And my services,
Tought heartfelt offered
Are declined with a forced smile
“No need”
“Don’t bother”
Argh!
How do you fight that?
Oh, if they only knew
The lengths I would go through
The challenges I would face
The beasts I would slay
For just one kiss, one touch, one look…
But no
My services are no longer needed
And here I stand, in a conditional tense
Future past

---

É difícil encarar o fim
Aceitar a derrota, jogar a toalha
Desistir
Não fui treinado pra isso
Nos filmes
Nenhum dos meus heróis desistiu
E eu,
Cavaleiro de triste figura
Obsoleto
Me vejo sem outra escolha
As donzelas, ao que parece
Estão em escassez nesse mundo
E meus serviços,
Embora oferecidos de coração
São recusados com um sorriso forçado
“Não precisa”
“Não se dê ao trabalho”
Arre!
Como se luta contra isso?
Ah, se elas soubessem
As distâncias que eu percorreria
Os desafios que enfrentaria
As bestas que eu mataria
Por um beijo, um toque, um olhar...
Mas não
Meus serviços não são necessários
E cá fico eu, no futuro do pretérito
Futuro do pretérito


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Forget Christmas, all we need is love

Uma música maravilhosa, um palco de titãs...



Take me now, baby, here as I am
Hold me close, and try and understand
Desire is hunger is the fire I breathe
Love is a banquet on which we feed
Come on now, try and understand
The way I feel under your command
Take my hand, as the sun descends
They can't hurt you now can't hurt you now, can't hurt you now
Because the night belongs to lovers
Because the night belongs to us
Because the night belongs to lovers
Because the night belongs to us
Have I a doubt, baby, when I'm alone
Love is a ring a telephone
Love is an angel, disguised as lust
Here in our bed 'til the morning comes
Come on now, try and understand
The way I feel under your command
Take my hand, as the sun descends
They can't hurt you now, can't hurt you now, can't hurt you now
Because the night belongs to lovers
Because the night belongs to us
Because the night belongs to lovers
Because the night belongs to us
With love we sleep,
with doubt the vicious circle turns, and burns
Without you, oh I cannot live,
forgive the yearning burning
I believe it's time to heal to feel,
so take me now, take me now, take me now
Because the night belongs to lovers
Because the night belongs to us
Because the night belongs to lovers
Because the night belongs to us

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

terça-feira, 24 de novembro de 2009

sábado, 21 de novembro de 2009

Coisa de homem

Tem horas que eu me pego olhando pra uma mulher que eu me sinto exatamente como o Austin nesse clip. Prestem atenção nas horas que ele "viaja".

Excelente! hahahaha

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

V

A great speech, beautifully written.



E essa idéia do kinetic typing é excelente.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Gimme shelter

Excerto do livro Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa:

"... Só se pode viver perto de outro, e conhecer outra pessoa, sem perigo de ódio, se a gente tem amor. Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanço na loucura."

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Dies Irae


A ira (ou raiva) é um sentimento que tem uma má fama que não vou dizer que seja indevida, mas talvez um pouco desproporcional. Digo isso porque normalmente se fala que a ira é um sentimento que deve ser evitado, que só destrói, que é ruim em essência, etc...
Eu discordo disso, pelo menos em parte. Acho que a ira é como o fogo, ou a dinamite. É algo que é perigoso, mas se usado em parcimônia e com as devidas precauções, pode ser muito útil. Com ela podemos começar projetos*, cauterizar feridas, quebrar padrões... e com certeza outras coisas que não consigo lembrar agora.
Isto posto vai aí uma playlist pra “Let the fire burn!”

1. So what? – Metallica
2. Die Die my Darling – Metallica
3. Do the evolution - Pearl Jam
4. Before I forget – Slipknot
5. Lounge act – Nirvana
6. I stand alone – Godsmack
7. Mouth for war - Pantera
8. Painkiller – Judas Priest
9. Eu quero ver o oco - Raimundos
10. You oughta know – Alanis Morissette

*Só começar, o fogo de palha só dá pra ignição. Se você quiser algo mais duradouro vai precisar de disciplina, ou amor... ou ódio. :-/

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

"It's a pickle, no doubt about it."


Tem uma frase que vira-e-mexe eu escuto mas que toda vez consegue me irritar.
É o tal do “Só me arrependo do que eu não fiz!”
Que porra é essa?
Tirando o fato de ser um clichê muito do batido, é uma mentira deslavada. Quem nunca fez algo de que se arrependeu depois? Seja porque agiu por impulso, foi displicente ou covarde. Todo mundo mais cedo ou mais tarde passa por um momento desses.
É normal.
É humano.
É inevitável.
E não é nada pra se envergonhar. Se arrepender denota um amadurecimento. Agora você está mais sábio(a) do que quando você tomou a decisão, vê coisas que não era capaz de ver, e tem todas as ferramentas para não repetir o erro.
E tem outro lado nessa história: as decisões realmente difíceis, aquelas que te tiram o sono e te atormentam por dias a fio, essas são decisões das quais você vai se arrepender de qualquer jeito, tenha tomado a decisão certa ou não.
Aí está o trágico dessa história. Não vou negar que nessas situações, ter tomado a decisão certa alivia bastante o sofrimento posterior, mas inexoravelmente você, de tempos em tempos, será visitado pela perguntinha “E se eu tivesse feito diferente?”
Porque esse tipo de decisão envolve sacrifício, e você terá que ponderar, botar peso e valor em coisas que lhe são queridas. É um processo difícil e muitas vezes doloroso.
Isso me lembra uma frase dita pelo personagem de Paul Newman no filme Road to Perdition:
“There are only murderers in this room, Michael! Open your eyes! This is the life we choose, the life we lead. And there is only one guarantee: none of us will see heaven.”
Talvez seja por isso que chamem a proverbial árvore do paraíso de árvore do conhecimento do bem e do mal. Conhecimento envolve sacrifício, e é um caminho sem volta.
O que é bem diferente de dizer que é um caminho sem voltas. Não quero entrar aqui num clichê do tipo do qual falei mal no início do post, mas quem já viveu pelo menos um pouco sabe que a vida dá voltas, e às vezes até segundas chances. E se você não se arrepende de nada, grandes são as chances de que você não aprendeu nada.
Por mais amargo que seja o conhecimento eu sempre vou preferir ele à ignorância.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Tem que ter culhão!


Não é fácil, mas é necessário. Pelo menos algumas vezes na vida. Alguns tentam ser mais educados, falam “ Tem que ser Homem” ou “Tem que ser macho”, mas a idéia é a mesma, e todas as expressões são errôneas. Errôneas porque não é uma exclusividade masculina. Não é raro ver mulheres com muito mais culhão do que a maioria dos machões à sua volta.
Mas o que é ter culhão?
Uma resposta simples a essa pergunta seria “ter coragem”, mas na verdade o buraco é mais embaixo...
Não é só ter coragem, é ter coragem de se impor no mundo, de assinar embaixo as coisas que você faz. Se alguma coisa dá errado e é culpa sua, quem é macho tem que assumir responsabilidade e encarar a punição, não ficar inventando desculpas ou colocar a culpa em outros.
Outra faceta de ser macho, talvez a mais importante, é a de sustentar o seu desejo. Mas o que vem a ser isso?
Sustentar o desejo é você ir atrás do que você quer. Isso é bem mais complicado do que parece à primeira vista. Primeiro é preciso descobrir o que você quer. E esse você é você mesmo! Não seus pais, seus amigos, seu cônjuge ou a sociedade. É fácil se confundir com isso, muitas vezes você tem certeza que quer alguma coisa, então quando finalmente consegue nos vêm uma sensação de vazio, e você se dá conta que realizou um desejo de seu pai, ou conseguiu uma coisa que seus amigos valorizam, mas você mesmo(a) não dá muito valor.
Já dá pra perceber que tem muito machão por aí que não é tão macho assim.
Depois é preciso batalhar pelo que você quer. Eu penso que o problema aí é que seu desejo NÃO É uma decisão lógica. Não é o emprego que paga mais, não é a garota mais bonita, nem a mais bacana. Pode até não ser uma garota. (leitoras por favor invertam o gênero, se necessário) Muita gente pensa que nesse desejo há um quê de autodestruição intrínseco. Não concordo muito com isso. A autodestruição normalmente é um meio do caminho. Você não cede ao desejo do outro, mas também não vai atrás do seu.
Complicado né?
Enquanto vocês matutam sobre essa idéia vamos descontrair um pouco...
Sempre fui fã do Ultraje a rigor, particularmente do Roger Moreira. Ele consegue colocar em suas letras coisas simples e importantes de nossa vida, fazendo sempre uma crítica ácida e bem-humorada. Sobre o assunto em questão temos a música “Ah, se eu fosse homem” que retrata bem o que quero dizer e dá um arremate rock&roll pra este post.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

NY, NY

(Luciano Pavarotti & Lisa Minelli - New York, New York)
Assisti esse show por acaso na tevê há muito tempo atrás e essa apresentação me deixou (e pude confirmar que ainda hoje me deixa) arrepiado. (clique na imagem para ver o vídeo)
Dois verdadeiros titãs da música!
A presença de palco e a naturalidade dos dois é um bônus.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Tá na boca, na ponta da língua


Tem algumas palavras pelas quais eu tenho uma afeição especial, elas são gostosas de falar, parece que têm uma espécie de magia nelas.
Uma delas é Mixórdia. Quem fala mixórdia ganha uma espécie de poder.
Experiente falar “Vou acabar com essa mixórdia!” Isso te coloca acima da bagunça, incólume.
Incólume também é uma palavra boa.
Mas as palavras relacionadas à bagunça costumam ser boas. Balbúrdia é excelente!
Tem uma outra que curiosamente o Houaiss coloca como sinônimo de mixórdia: gororoba.
Comer uma gororoba é muito melhor que comer uma comida ruim.
Assim como ir pro xilindró é muito melhor que ser preso. A gente se sente um personagem de Ariano Suassuna.
Se eu fosse um personagem de Ariano eu queria ter um cupincha. Cupincha é ótimo! Já imaginou você ter pau-mandados também? Muito melhor que subalternos.
Mas a minha favorita é goiaba. Goiaba é quase um mantra, é mais gostosa do que a fruta em si. É tão boa que os gringos tentaram copiar: “guava”. Mas guava é reta. Quando a gente fala goiaba é como se nossa língua passeasse por cada curva da palavra.
Tão boa quanto goiaba é bunda. (Frase esquisita se colocada fora de contexto né?)
Mas vejam, como no caso anterior, “ass” é reta. Não tem as curvas da nossa bunda. Isso é brazuca! O cú de Portugal também é reto. (Haja trocadilho!)
Fique claro que estou falando de palavras aqui. Significante e não significado, como diria Saussure.
Eu poderia entrar aqui na sonoridade das palavras de cunho sexual e especular sobre o efeito delas em nossa carne, mas isso fica pra outro post. Já me sinto Lacaniano o bastante por hoje.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Hope, rope 2


Há um tempo atrás eu publiquei um post um tanto pessimista quanto à esperança (esqueceu? Clique aqui) e gostaria de agora me redimir.
O fato é que eu andei pensando e cheguei à conclusão de que o melhor tipo de esperança é a esperança vã.
Sério!
Veja bem:
A esperança vã é a única que realmente lhe abre a porta para a surpresa. Ela tem um potencial de revolução em si. Sabe quando você está brincando com uma criança e fala “Vou te dar um susto.” E quando dá ela realmente toma um susto? É um mecanismo parecido. Isso não funciona com adultos.
A esperança comum é como uma prima pobre da previsão. É algo que acha que pode acontecer (e quer aconteça também) mas é humilde ou covarde o bastante para não transformar numa previsão.
A esperança vã é algo que você quer muito que aconteça, mas não põe muita fé que vá acontecer. E essa combinação de sentimentos funciona tanto para coisas que você quer quanto para coisas que você faz.
Explico.
Você pode ter uma esperança vã que algo aconteça e quando esta coisa chega muda sua vida completamente e é muito gostoso. E você pode ter a esperança vã de que algo de certo e, apesar de todas as evidencias contrárias, persistir e fazer com que essa esperança se concretize.
Como a(o) arguta(o) leitora(x) já deve ter percebido, isso é uma faca de dois legumes. Pode tanto te levantar quanto te derrubar no duro chão.
Por isso, use com moderação.
Disse no início desse post que iria me redimir, e não corrigir o post passado, a frase não está errada, é apenas pessimista.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Unchain my heart

Eu estava ouvindo essa música (Sei que é uma versão da original de Ray Charles, mas apesar de adorar Ray eu prefiro a versão do velho Joe.) e me dei conta de uma coisa:
Para o ouvinte desatento, parece que o intérprete está falando com alguém (uma mulher, no caso). Mas essa é uma falácia. Ninguém acorrenta o coração de ninguém, De fato, acho que o coração é a única parte “inacorrentável” (or unchainable) do corpo humano, e isso acaba sendo um problema. Penso que as coisas seriam mais fáceis se pudéssemos acorrentar o coração de alguém, ou o nosso, pelo menos.
Anywho, voltando à canção, nela o compositor está na verdade falando consigo mesmo, cantando para seu coração rogando para que ele siga outro caminho, assim como os povos da antiguidade (pensando bem, nem tão antigos assim) entoavam cânticos para convencer seus deuses a realizarem seus desejos.

Pelo menos essa é uma boa canção.

Sempre gostei de filmes com personagens que citam a bíblia. Não sou religioso nem nada, mas acho um toque de estilo. Então encerrarei esse post com uma citação.

Psalms 96:1 O sing unto the lord a new song: sing unto the lord, all the earth.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Nhenhenhém

Hoje eu estava resolvendo algumas burocracias cotidianas que podem ser resumidas assim: “Fui almoçar, depois fui sacar dinheiro, pagar umas contas e buscar os documentos do meu carro.”

Contudo, a versão integral é: “Fui almoçar, depois fui buscar os documentos do carro mas peguei engarrafamento no caminho (batida). Chegando no local, descobri que o horário de almoço da atendente coincide com o meu, então fui pagar as contas. Como esqueci meu talão de cheque, fui primeiro ao meu banco para sacar dinheiro. O caixa eletrônico tem um limite para saque, então tive que fazer o processo duas vezes. Saindo de lá fui para o outro banco, que só aceitava pagamento na agência. Havia cerca de dez pessoas na minha frente, sendo uma um Office-boy que inutilizou um caixa pelo tempo todo que permaneci na agência. Como já estava atrasado, voltei para pegar meus documentos. Mais um engarrafamento e cheguei ao trabalho, 45 minutos atrasado.”

Toda essa estória me lembrou uma fala do filme L.A. Story, que eu adoro e recomendo. A fala é a seguinte:

Sitting there at that moment I thought of something else Shakespeare said. He said, "Hey... life is pretty stupid; with lots of hubbub to keep you busy, but really not amounting to much." Of course I'm paraphrasing: "Life is a tale told by an idiot, full of sound and fury, signifying nothing."

Tradução da parte em negrito: “A vida é bem estúpida, com um monte de nhenhenhém pra te deixar ocupado, mas nada de muito valor.”

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

L'amour, toujours L'amour

Escutei essa música e me apaixonei imediatamente por ela.
E essa apresentação de La Môme Piaf com Théo Sarapo é uma graça. Reparem na cena das flores ao final.

Obrigado, Babe, pela música. Me trouxe sorrisos e lágrimas.

Edith Piaf avec Théo Sarapo
À QUOI ÇA SERT L'AMOUR?
Paroles et musique: Michel Emer, enr. 3 septembre 1962

À quoi ça sert l'amour?
On raconte toujours
Des histoires insensées
À quoi ça sert d'aimer?

L'amour ne s'explique pas!
C'est une chose comme ça!
Qui vient on ne sait d'où
Et vous prend tout à coup.

Moi, j'ai entendu dire
Que l'amour fait souffrir,
Que l'amour fait pleurer,
À quoi ça sert d'aimer?

L'amour ça sert à quoi?
À nous donner de la joie
Avec des larmes aux yeux...
C'est triste et merveilleux!

Pourtant on dit souvent
Que l'amour est décevant
Qu'il y en a un sur deux
Qui n'est jamais heureux...

Même quand on l'a perdu
L'amour qu'on a connu
Vous laisse un goût de miel
L'amour c'est éternel!

Tout ça c'est très joli,
Mais quand tout est fini
Il ne vous reste rien
Qu'un immense chagrin...

Tout ce qui maintenant
Te semble déchirant
Demain, sera pour toi
Un souvenir de joie!

En somme, si j'ai compris,
Sans amour dans la vie,
Sans ses joies, ses chagrins,
On a vécu pour rien?

Mais oui! Regarde-moi!
À chaque fois j'y crois!
Et j'y croirai toujours...
Ça sert à ça, l'amour!
Mais toi, t'es le dernier!
Mais toi, t'es le premier!
Avant toi, y avait rien
Avec toi je suis bien!
C'est toi que je voulais!
C'est toi qu'il me fallait!
Toi qui j'aimerai toujours...
Ça sert à ça, l'amour!...
____

J'en ai besoin...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Moral da história

Eu sou da crença de que muitas piadas contém em si lições valiosas, que podem ser aprendidas sem sentir, enquanto estamos distraídos, rindo.
De tempos em tempos vou postar algumas dessas aqui, for your amusement.



Um homem viajava tarde da noite numa estrada quando um pneu de seu carro furou.
Parando para trocar o pneu, o motorista verificou que seu carro estava sem macaco.
Como fazer? No meio do nada, ninguém passava na estrada...
O homem procurava uma solução quando viu ums luz numa casinha distante.
Pensou: "Não tem jeito, vou ter que pedir ajuda naquela casa."
E, enquanto caminhava em direção à casinha, foi pensando e falando consigo mesmo.
"Putz, vou acordar o cara de madrugada..."
"Esse miserável nem deve ter carro nem macaco."
"Ele vai pensar que eu sou bandido e não vai querer me emprestar o macaco."
"Só falta o cachorro desse cara me morder."
"É capaz desse capiau me receber à tiros"
E com isso foi chegando à casa num crescendo de irritação.
Tocou a campaínha e esperou.
Após alguns instantes, um senhor abre a porta com cara de sono.
"Pois não?"
Ao que o viajante responde:
"O senhor pega e enfia esse macaco no cú!!!"

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Behind the eight ball


Frase do dia:


"It's better to want something you don't have than to have something you don't want."

Denny Crane

sexta-feira, 10 de julho de 2009

I`m a modern man


Esse é um texto, monólogo, poema de George Carlin, um grande gênio da comédia e crítico feroz da sociedade.

Obrigado ao Grego por me apresentar esse texto.

I'm a modern man, a man for the millennium; digital and smoke-free.
A diversified, multi-cultural, post-modern deconstructionist; politically, anatomically and ecologically incorrect.
I've been uplinked and downloaded, I've been inputted and outsourced. I know the upside of downsizing, I know the downside of upgrading.
I'm a high-tech low-life. A cutting-edge, state-of-the-art, bi-coastal multi-tasker, and I can give you a gigabyte in a nanosecond.
I'm new-wave, but I'm old-school; and my inner child is outward-bound.
I'm a hot-wired, heat-seeking, warm-hearted cool customer; voice-activated and bio-degradable.
I interface with my database; my database is in cyberspace; so I'm interactive, I'm hyperactive, and from time to time I'm radioactive.
Behind the eight ball, ahead of the curve, ridin' the wave, dodgin' the bullet, pushin' the envelope.
I'm on point, on task, on message, and off drugs.
I've got no need for coke and speed; I've got no urge to binge and purge.
I'm in the moment, on the edge, over the top, but under the radar.
A high-concept, low-profile, medium-range ballistic missionary.
A street-wise smart bomb. A top-gun bottom-feeder.
I wear power ties, I tell power lies, I take power naps, I run victory laps.
I'm a totally ongoing, big-foot, slam-dunk rainmaker with a pro-active outreach.
A raging workaholic, a working rageaholic; out of rehab and in denial.
I've got a personal trainer, a personal shopper, a personal assistant, and a personal agenda.
You can't shut me up; you can't dumb me down. 'Cause I'm tireless, and I'm wireless. I'm an alpha-male on beta-blockers.
I'm a non-believer, I'm an over-achiever; Laid-back and fashion-forward. Up-front, down-home; low-rent, high-maintenance.
I'm super-sized, long-lasting, high-definition, fast-acting, oven-ready and built to last.
A hands-on, footloose, knee-jerk head case; prematurely post-traumatic, and I have a love child who sends me hate-mail.
But I'm feeling, I'm caring, I'm healing, I'm sharing. A supportive, bonding, nurturing primary-care giver.
My output is down, but my income is up. I take a short position on the long bond, and my revenue stream has its own cash flow.
I read junk mail, I eat junk food, I buy junk bonds, I watch trash sports.
I'm gender-specific, capital-intensive, user-friendly and lactose-intolerant.
I like rough sex; I like tough love. I use the F-word in my e-mail. And the software on my hard drive is hard-core—no soft porn.
I bought a microwave at a mini-mall. I bought a mini-van at a mega-store. I eat fast food in the slow lane. I'm toll-free, bite-size, ready-to-wear, and I come in all sizes.
A fully equipped, factory-authorized, hospital-tested, clinically-proven, scientifically-formulated medical miracle.
I've been pre-washed, pre-cooked, pre-heated, pre-screened, pre-approved, pre-packaged, post-dated, freeze-dried, double-wrapped and vacuum-packed.
And . . . I have unlimited broadband capacity.
I'm a rude dude, but I'm the real deal. Lean and mean. Cocked, locked and ready to rock; rough, tough and hard to bluff.
I take it slow, I go with the flow; I ride with the tide, I've got glide in my stride.
Drivin' and movin', sailin' and spinnin'; jivin' and groovin', wailin' and winnin'.
I don't snooze, so I don't lose. I keep the pedal to the metal and the rubber on the road. I party hearty, and lunchtime is crunch time.
I'm hangin' in, there ain't no doubt; and I'm hangin' tough.
Over and out.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Marketing













Não sei jogar futebol
Não peguei um monte de mulheres
Nunca dei porrada em ninguém
Não fui um cara popular
Não fiquei com a rainha do baile
Nem tampouco com meu grande amor
Nunca fui o primeiro da turma
Também não fui o último
Quem sou eu?
Será eu ninguém, a enganar ciclopes?
Errante sem odisséia?
Nesse mundo de papudos
Nasci sem gógó
E aquela história,
De atos falarem mais alto que palavras
A senhora me desculpe, mas
É pura baboseira
Eu?
Continuo na minha.
Não gloso.
Faço o que acho certo
Que os bocudos enganem suas presas
Quem sabe um dia muda?
Sei não...
Mas, quem sabe?
Os louros que um dia
Enfeitaram a testa dos campeões
Hoje bóiam com pedaços de porco
Temperando a feijoada.
Quem sabe?
Num sei...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Happiness, Foolishness

Essa é uma musiquinha besta, mas eu acho muito gostosinha e inocente, e engraçada. Espero que gostem.



E lembrem-se da lição de Mario de Andrade: Amar é um verbo intransitivo.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Need for speed

Recentemente fiz uma viagem de carro e fiquei impressionado com o estado mental que desenvolvi na estrada. Um transe obsessivo que chegou a dar medo. Inspirado nisso escrevi essa poesia. Pra embalar a leitura vai o clip de My favorite game, do The Cardigans, que vai bem a calhar.


Na estrada nada importa
O desejo é chegar
Aonde não interessa mais
O volante vibra em minha mão
O ponteiro do acelerador se inclina
Aponta pro meu coração
Meu carro devora o asfalto à minha frente
Não importa
Sempre há mais
De meio a estrada se torna fim
O resto é secundário
O resto é incomodo
Não há fome
Não há sede
Dor não há mais
Só existe a estrada
Quilometro a quilometro
Ultrapassagem a ultrapassagem
Cada uma é uma batalha
Numa guerra sem fim
O sol se põe, a noite cai
O sol agora são meus faróis
E eu, arremedo de Apolo moderno,
Guio minha carruagem através das trevas
Meus olhos ardem
Não importa
Eu continuo
A estrada continua...

sexta-feira, 15 de maio de 2009

“Door’s open, bed’s made. Welcome home.”



O soneto que segue consta numa placa de bronze no pedestal da estátua da liberdade, inspirador...

Not like the brazen giant of Greek fame,
With conquering limbs astride from land to land;
Here at our sea-washed, sunset gates shall stand
A mighty woman with a torch, whose flame
Is the imprisoned lightning, and her name
Mother of the Exiles. From her beacon-hand
Glows world-wide welcome; her mild eyes command
The air-bridged harbor that twin cities frame.
"Keep, ancient lands, your storied pomp!" cries she
With silent lips. "Give me your tired, your poor,
Your huddled masses yearning to breathe free,
The wretched refuse of your teeming shore.
Send these, the homeless, tempest-tost to me,
I lift my lamp beside the golden door!"
Emma Lazarus


Ninguém diz "Seja bem vindo" tão bem quanto uma mulher.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Nelson Rodrigues à L'americana



Interessante ver nesse clip da lindíssima Rihanna uma temática tão explorada pelo nosso dramaturgo brazuca.

Interessante ver também como a coisa fica mais insinuada e suave numa perspectiva feminina.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Balança desfavorável

Recentemente resolvi montar no meu Ipod uma playlist de músicas homenageando mulheres ou com mulher como motif principal. Muito bem, nesse processo uma coisa me chamou atenção: a quase inexistência de músicas compostas por mulheres inspiradas em homens. A única que lembrei foi a maravilhosa La vie en rose, de Edith Piaf. Se vocês lembrarem de outras, me digam, por favor.

Anywho... Vai aí o meu top ten músicas de mulheres:

1. Beatles - Michelle
2. Jimi Hendrix - Foxy Lady
3. Zé Ramalho - Mulher nova, bonita e carinhosa...
4. Tom Jones - She's a lady
5. Chris Cornell - Billie Jean
6. Refrão de bolero - Engenheiros do Havaii
7. Stevie Wonder - Isn't she lovely
8. Roy Orbison - Oh, pretty woman
9. Cake - Short skirt, long jacket
10. Ultraje a rigor - Eu gosto de mulher

Pra ser justo vale ressaltar que mulheres inspiram bem mais e melhor que homens. Não é à toa que as musas eram todas do sexo feminino. (Esses gregos sabiam de tudo mesmo)

Por outro lado... isn't the beauty in the eye of the beholder??

Impressionante!

Esse é um vídeo que eu já tinha visto há muito tempo e que me deixou boquiaberto. A voz e o talento desse cara, principalmente nesse vídeo em que ele está sozinho, acapella, são espantosos. É de arrepiar.


segunda-feira, 13 de abril de 2009

Nothing further, your honor



I rest my case.

Hope, rope


"A esperança é boa pra manter nossa frustração sempre viva."

Carlos A. C. Peroni


Ziriguidum

Durante muito tempo fui um cara averso ao samba, até que uma pessoa muito especial me reapresentou o ritmo e me ensinou a gostar.
Porém, dos sambas, acho que esse é o meu predileto. Samba enredo da Imperatriz Leopoldinense de 1989 "Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós". É um samba enredo daqueles que não se fazem mais, uma verdadeira aula de história. Uma pérola que sempre me deixa arrepiado sempre que ouço.
(essa versão foi a melhor que achei no iutubi, mas a minha preferida é a versão do disco de sambas enredo do ano. Quem sabe procurar acha na net)

It's a kind of magic


É incrível o poder da música. Como ela pode te levantar o espírito, te acompanhar na hora da dor, jogar gasolina na sua fúria assim como te relaxar totalmente.

Ontem, por exemplo, eu me encaminhava pro trabalho com aquele espírito típico de segunda-feira, desanimado e mau-humorado. Aí começou a tocar no meu som It’s raining again, do Supertramp. Antes que eu me desse conta eu já estava cantando junto, feliz.

Há um tempo atrás, por influência de minha então namorada, eu inventei de começar a correr, pra me exercitar, ganhar fôlego. Diga-se de passagem que eu nunca tive o hábito nem gostei de correr. Pois então, a única coisa que tornou a corrida uma coisa suportável pra mim foi a música. Pra que se interessar vai aqui a setlist que eu preparei pra colocar o pé na esteira.

1. Time to start – Blue man group
2. Run – Gnarls barkey
3. Fergalicious – Fergie
4. Before I forget – Slipknot
5. Pump it – Black eyed peas
6. Dare – Gorillaz
7. The rockafeller skank – Fatboy slim
8. Going on – Gnarls Barkley
9. Spybreak(short one) – propellerheads
10. Sex type thing – Stone temple pilots

De tempos em tempos vou publicar por aqui setlists bons para um determinado humor ou atividade, segundo minha humilde opinião.


“Quem canta reza duas vezes.”
Dito popular

Atrium... Vestibulum...


Esse é um poema que eu fiz nos idos de 96, quando estava fazendo cursinho pré-vestibular e estava apaixonado por uma amiga. O poema é muito mal do século e tenho até um pouco de vergonha dele. Mas o filho é meu e eu tenho que assumir...então lá vai.


Amor de vestibulando

Carlos A. C. Peroni


Eros me atirou uma flecha que
Após breve movimento obliquo
Acertou meu miocárdio
Traçando um estranho vetor
Cuja resultante apontava pra você.

Num intervalo de tempo desprezível
Me veio a idéia de lhe mandar fanerógamas
(que fazem fotossíntese mas também respiram)
Mas como em meu peito se encontra
O palco de uma Revolução Gloriosa
Essa idéia foi suprimida pelas forças
De extrema direita da timidez

Quero compartilhar elétrons contigo
Num beijo elevado à enésima potência
Mas me apresento como gás nobre
(não reajo com ninguém)
E nosso amor aparece
Como que dividido por zero

E nestes segmentos de reta
Onde exponho meus sentimentos
Cheios de barbarismos e erros de sintaxe
Me lembro do romantismo
Com seus poetas jovens e tuberculosos
Será isso mal de quem ama?

Cof!

Mas apesar dos tectonismos desse amor
Acredito que, como linhas paralelas,
Nos encontraremos no infinito.

Mas é melhor não pensar nisso agora,
Tenho que estudar pro vestibular.


P.S. Pra quem ficou curioso, mesmo com o poema (talvez por causa dele) a menina não quis nada comigo.

C’est domage...

Receita de riso rápida e fácil

Essa é pr'aqueles dias que você por alguma razão está p*to(a) da vida, querendo esmurrar o primeiro que passar na sua frente. Também vai bem num dia em que você estiver deprimido.
Siga passo-a-passo a receita e lhe garanto no mínimo um sorriso.
1. Imite uma galinha (é facil! Tente pópópó...)
2. Fica melhor se você der uma desafinada, principalmente no final da "frase" (e.g. pópópó...pócóóóó!)
3. Conseguiu? Muito bem! Agora lembre-se da Cavalgada das Valquírias, de Wagner. Se você não se lembrar, aqui vai um vídeo pra quem não se lembra ou não conhece.

4. Bom, Agora você vai cantar a música com a sua "voz de galinha". Pra ser mais específico você vai substituir os metais da sinfonia.
Pronto! Pra acompanhar e dar um toque especial na receita, procure se imaginar numa situação grandiosa (combate, discurso, etc...) vestido(a) de galinha.
Boas risadas!

"Angel fly because they take themselves lightly."
G.K. Chesterton

I roam, therefore I am...


The Journey

Carlos A. C. Peroni

Yes, my journey through the underworld is over
It was a dark time, I was confused, dizzy
I walked amongst the dead, tried to talk with them
Unsuccessfully, of course.
But do not be mistaken, I was not condemned
At least not by anyone other than me.
I took the journey willingly, as everybody does
I paid my dues,
And god knows they were long overdue

Even though it was a lonely path
I wasn’t alone all the time
I’ve had my companions, few, but priceless
Specially in the end, When I’ve had my Moon,
Guiding me through the darkness
I fell for her,
and she taught me a great deal o’ things
But, being the Moon, she belongs in the distance
And our paths went separate…

Now, a new dawn is coming
I can see it’s eyelashes moving
May it come, and be welcomed
For a new day is coming.

sexta-feira, 13 de março de 2009

A dança do universo

Sinceramente eu não sei quem dança mais nessa vida, se os sentimentais, os canalhas ou os canalhas sentimentais.
Se as histéricas, as inteligentes ou as lindamente burras.
Eu só acredito nos deuses de dançam,
seja no terreiro, nas nuvens ou na pista.
Não economize seus calçados, seus pés, suas dobradiças.
Nêga, contigo eu me derreto qual manteiga.
Porque eu tenho, tu tens, ELE TEM.


Essas são as palavras de Xico Sá na abertura deste clip:

Palavras mágicas, a meu ver. E eu assino embaixo!
Às vezes eu me sinto um canalha sentimental, e só acredito em deuses dançantes.
Uma vez li num horóscopo que o verbo do meu signo era EU TENHO. Vai saber...


Ah! E é verdade, eu me derreto...

quarta-feira, 4 de março de 2009

I do


I really do.

P.S. E lembrem-se das palavras de Drummond, amar é um verbo intransitivo.

Ideal de Eu

Uma de minhas manias, como meu grande amigo Antônio astutamente percebeu, é fazer listas.
Obviamente, como pessoa imersa na cultura pop ocidental, minhas listas preferidas são as TOP 10.
Então de tempos em tempos eu soltarei algumas delas por aqui.
A PRIMEIRA DELAS É DE PERSONAGENS que me inspiram e que, num momento ou outro eu disse pra mim mesmo “Eu queria ser que nem esse cara!”

1. Alan Shore (Boston Legal)
2. William Adama (Battlestar Galactica)
3. Luke Danes (Gilmore girls)
4. John Locke (Lost)
5. Jim Halpert (The Office)
6. Morpheus (Matrix)
7. Han Solo (Star Wars)
8. Obi-Wan Kenobi (Star Wars)
9. Mr. Eko (Lost)
10. Mr. Wolf (Pulp Fiction)

terça-feira, 3 de março de 2009

às vezes

Essa é uma música antiga e obscura do Engenheiros do Havaii que vira e mexe eu me deparo com ela e ela sempre tem alguma coisa interessante a dizer sobre mim.



Não É Sempre

Composição: Humberto Gessinger
Às vezes parece que eu não tenho medo
Às vezes parece que eu não tenho dúvidas
Às vezes parece que eu não tenho...
.. Nenhuma razão pra chorar

Você esquece que eu não sou de ferro
(Até o ferro pode enferrujar)
Você esquece que eu não sou de aço
E faço questão de provar:
"Olhe pra mim.... enquanto eu me quebro"

Às vezes parece que eu tenho muito medo
Às vezes parece que eu só tenho dúvidas
Às vezes parece que eu não tenho...
.. Nenhuma chance de escapar

Acontece que eu não nasci ontem
(Até hoje sempre escapei com vida)
Pra quem duvida de tudo que eu faço
Eu faço questão de provar:
"Olhe pra mim.. enquanto... desapareço no ar"

Não queira estar no meu lugar
Não queira estar em lugar nenhum
Às vezes tudo muda
E continua tudo no mesmo lugar

Não queira estar no meu lugar
Não queira estar em lugar nenhum (UM LUGAR COMUM)
Às vezes uma prece ajuda
Às vezes nem adiante rezar

Já desisti de ser uma pessoa só
Já desisti de ser uma multidão
Já não ponho todas as fichas na mesa
Agora ... jogo algumas no chão
Jogo algumas no chão

Às vezes tudo, às vezes nada
Às vezes tudo ou nada, às vezes 50%
Às vezes a todo momento, às vezes nunca
Como tudo na vida, não é sempre

Às vezes de bem com a vida, às vezes de mau humor
Às vezes sem saída, às vezes seja onde for
Não é sempre, não é sempre
Como tudo na vida... nunca é sempre

segunda-feira, 2 de março de 2009

Asas

Faço do meu cansaço um sonho.
Me tornando anjo almejo
a infinita celeste
avistando pequeninos lá embaixo
minhas ânsias e temores
transformo minha esperança
num reino onírico
e deslizo no véu noturno
qual virgem em leito sedoso.
O sol me arrebata ao chão
tal como fez com Ícaro.
Mas me levanto e continuo,
pois sei que à noite terei asas.

Tonight we dine in hell!!!


Da série "Idéias que eu queria ter tido"


Fotógrafo

Aí vai o link de algumas fotos que eu tirei na minha viagem à Europa. Ensaios de um amador. Espero que gostem.


ensaio Artístico - Europa

Nêga Fulô



Algumas semanas atrás eu tive um dia muito ruim, e durante esse dia me veio a frase "Eu tô sofrendo feito uma mulher negra." Achei até engraçado essa idéia e ela me ajudou a passar o resto do dia.
Bom, esse pensamento foi guardado e ficou fermentando nos porões da minha cabeça até que hoje, enquanto eu ouvia Nina Simone cantar "Don't let me be misunderstood" (muito boa a versão, recomendo, tem no iutubi), me veio essa inspiração.
Espero que gostem, Acho que todos nós, mais cedo ou mais tarde, temos um dia de mulher negra.
Deus abençoe as mulheres negras

Carlos A. C. Peroni

Deus abençoe as mulheres negras
Suas curvas hiperbólicas,
Suas carnes generosas,
Seu leite, que jorra branco
Dos mamilos carvão
Deus abençoe as mulheres negras
Deus abençoe as mulheres negras
Pela alegria de seu sorriso
Ora tímido, ora irrestrito
Seus dentes, grandes e alvos,
A iluminar o rosto lustroso
Deus abençoe as mulheres negras
Deus abençoe as mulheres negras
Pelo seu gozo potente
Pelas suas coxas fortes
Que nos acolhem e apertam
E roubam nosso fôlego
Deus abençoe as mulheres negras
Deus abençoe as mulheres negras
Pelas lágrimas que vertem, abundantes e salgadas,
E escorrem atrapalhadas pela vergonha
Pois elas carregam o sofrimento do mundo
Pois elas encarnam o lombo que recebe o açoite
Deus abençoe as mulheres negras

Taking names

Como diria Al Pacino em The Devil´s advocate, “I have so many names...” Carlos, Carlos Alberto, Carlinhos, Carlitos, Caco, Cacá, Carlos Charles, Peroni, Peronídio, Peronildo, Peroninho, Perôba, Pê, Pêpê, Peperoni, Dom Pepone, Pepo, Padim, Crêuter, Mestre, Chicória, Nonó, Mozinho (em desuso), Nêgo... As várias pessoas que passaram pela minha vida deixaram marcas, grandes e pequenas, e me chamaram de um desses nomes. Fica aqui meu agradecimento, que continuem me chamando!