quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Unchain my heart

Eu estava ouvindo essa música (Sei que é uma versão da original de Ray Charles, mas apesar de adorar Ray eu prefiro a versão do velho Joe.) e me dei conta de uma coisa:
Para o ouvinte desatento, parece que o intérprete está falando com alguém (uma mulher, no caso). Mas essa é uma falácia. Ninguém acorrenta o coração de ninguém, De fato, acho que o coração é a única parte “inacorrentável” (or unchainable) do corpo humano, e isso acaba sendo um problema. Penso que as coisas seriam mais fáceis se pudéssemos acorrentar o coração de alguém, ou o nosso, pelo menos.
Anywho, voltando à canção, nela o compositor está na verdade falando consigo mesmo, cantando para seu coração rogando para que ele siga outro caminho, assim como os povos da antiguidade (pensando bem, nem tão antigos assim) entoavam cânticos para convencer seus deuses a realizarem seus desejos.

Pelo menos essa é uma boa canção.

Sempre gostei de filmes com personagens que citam a bíblia. Não sou religioso nem nada, mas acho um toque de estilo. Então encerrarei esse post com uma citação.

Psalms 96:1 O sing unto the lord a new song: sing unto the lord, all the earth.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Nhenhenhém

Hoje eu estava resolvendo algumas burocracias cotidianas que podem ser resumidas assim: “Fui almoçar, depois fui sacar dinheiro, pagar umas contas e buscar os documentos do meu carro.”

Contudo, a versão integral é: “Fui almoçar, depois fui buscar os documentos do carro mas peguei engarrafamento no caminho (batida). Chegando no local, descobri que o horário de almoço da atendente coincide com o meu, então fui pagar as contas. Como esqueci meu talão de cheque, fui primeiro ao meu banco para sacar dinheiro. O caixa eletrônico tem um limite para saque, então tive que fazer o processo duas vezes. Saindo de lá fui para o outro banco, que só aceitava pagamento na agência. Havia cerca de dez pessoas na minha frente, sendo uma um Office-boy que inutilizou um caixa pelo tempo todo que permaneci na agência. Como já estava atrasado, voltei para pegar meus documentos. Mais um engarrafamento e cheguei ao trabalho, 45 minutos atrasado.”

Toda essa estória me lembrou uma fala do filme L.A. Story, que eu adoro e recomendo. A fala é a seguinte:

Sitting there at that moment I thought of something else Shakespeare said. He said, "Hey... life is pretty stupid; with lots of hubbub to keep you busy, but really not amounting to much." Of course I'm paraphrasing: "Life is a tale told by an idiot, full of sound and fury, signifying nothing."

Tradução da parte em negrito: “A vida é bem estúpida, com um monte de nhenhenhém pra te deixar ocupado, mas nada de muito valor.”

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

L'amour, toujours L'amour

Escutei essa música e me apaixonei imediatamente por ela.
E essa apresentação de La Môme Piaf com Théo Sarapo é uma graça. Reparem na cena das flores ao final.

Obrigado, Babe, pela música. Me trouxe sorrisos e lágrimas.

Edith Piaf avec Théo Sarapo
À QUOI ÇA SERT L'AMOUR?
Paroles et musique: Michel Emer, enr. 3 septembre 1962

À quoi ça sert l'amour?
On raconte toujours
Des histoires insensées
À quoi ça sert d'aimer?

L'amour ne s'explique pas!
C'est une chose comme ça!
Qui vient on ne sait d'où
Et vous prend tout à coup.

Moi, j'ai entendu dire
Que l'amour fait souffrir,
Que l'amour fait pleurer,
À quoi ça sert d'aimer?

L'amour ça sert à quoi?
À nous donner de la joie
Avec des larmes aux yeux...
C'est triste et merveilleux!

Pourtant on dit souvent
Que l'amour est décevant
Qu'il y en a un sur deux
Qui n'est jamais heureux...

Même quand on l'a perdu
L'amour qu'on a connu
Vous laisse un goût de miel
L'amour c'est éternel!

Tout ça c'est très joli,
Mais quand tout est fini
Il ne vous reste rien
Qu'un immense chagrin...

Tout ce qui maintenant
Te semble déchirant
Demain, sera pour toi
Un souvenir de joie!

En somme, si j'ai compris,
Sans amour dans la vie,
Sans ses joies, ses chagrins,
On a vécu pour rien?

Mais oui! Regarde-moi!
À chaque fois j'y crois!
Et j'y croirai toujours...
Ça sert à ça, l'amour!
Mais toi, t'es le dernier!
Mais toi, t'es le premier!
Avant toi, y avait rien
Avec toi je suis bien!
C'est toi que je voulais!
C'est toi qu'il me fallait!
Toi qui j'aimerai toujours...
Ça sert à ça, l'amour!...
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J'en ai besoin...