quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Unchain my heart

Eu estava ouvindo essa música (Sei que é uma versão da original de Ray Charles, mas apesar de adorar Ray eu prefiro a versão do velho Joe.) e me dei conta de uma coisa:
Para o ouvinte desatento, parece que o intérprete está falando com alguém (uma mulher, no caso). Mas essa é uma falácia. Ninguém acorrenta o coração de ninguém, De fato, acho que o coração é a única parte “inacorrentável” (or unchainable) do corpo humano, e isso acaba sendo um problema. Penso que as coisas seriam mais fáceis se pudéssemos acorrentar o coração de alguém, ou o nosso, pelo menos.
Anywho, voltando à canção, nela o compositor está na verdade falando consigo mesmo, cantando para seu coração rogando para que ele siga outro caminho, assim como os povos da antiguidade (pensando bem, nem tão antigos assim) entoavam cânticos para convencer seus deuses a realizarem seus desejos.

Pelo menos essa é uma boa canção.

Sempre gostei de filmes com personagens que citam a bíblia. Não sou religioso nem nada, mas acho um toque de estilo. Então encerrarei esse post com uma citação.

Psalms 96:1 O sing unto the lord a new song: sing unto the lord, all the earth.

Um comentário:

Mary Jane disse...

Concordo: ninguém acorrenta um coração! Mas que fica mais fácil desacorrentá-lo com uma ajudinha... Ah, fica!