quarta-feira, 23 de setembro de 2009

NY, NY

(Luciano Pavarotti & Lisa Minelli - New York, New York)
Assisti esse show por acaso na tevê há muito tempo atrás e essa apresentação me deixou (e pude confirmar que ainda hoje me deixa) arrepiado. (clique na imagem para ver o vídeo)
Dois verdadeiros titãs da música!
A presença de palco e a naturalidade dos dois é um bônus.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Tá na boca, na ponta da língua


Tem algumas palavras pelas quais eu tenho uma afeição especial, elas são gostosas de falar, parece que têm uma espécie de magia nelas.
Uma delas é Mixórdia. Quem fala mixórdia ganha uma espécie de poder.
Experiente falar “Vou acabar com essa mixórdia!” Isso te coloca acima da bagunça, incólume.
Incólume também é uma palavra boa.
Mas as palavras relacionadas à bagunça costumam ser boas. Balbúrdia é excelente!
Tem uma outra que curiosamente o Houaiss coloca como sinônimo de mixórdia: gororoba.
Comer uma gororoba é muito melhor que comer uma comida ruim.
Assim como ir pro xilindró é muito melhor que ser preso. A gente se sente um personagem de Ariano Suassuna.
Se eu fosse um personagem de Ariano eu queria ter um cupincha. Cupincha é ótimo! Já imaginou você ter pau-mandados também? Muito melhor que subalternos.
Mas a minha favorita é goiaba. Goiaba é quase um mantra, é mais gostosa do que a fruta em si. É tão boa que os gringos tentaram copiar: “guava”. Mas guava é reta. Quando a gente fala goiaba é como se nossa língua passeasse por cada curva da palavra.
Tão boa quanto goiaba é bunda. (Frase esquisita se colocada fora de contexto né?)
Mas vejam, como no caso anterior, “ass” é reta. Não tem as curvas da nossa bunda. Isso é brazuca! O cú de Portugal também é reto. (Haja trocadilho!)
Fique claro que estou falando de palavras aqui. Significante e não significado, como diria Saussure.
Eu poderia entrar aqui na sonoridade das palavras de cunho sexual e especular sobre o efeito delas em nossa carne, mas isso fica pra outro post. Já me sinto Lacaniano o bastante por hoje.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Hope, rope 2


Há um tempo atrás eu publiquei um post um tanto pessimista quanto à esperança (esqueceu? Clique aqui) e gostaria de agora me redimir.
O fato é que eu andei pensando e cheguei à conclusão de que o melhor tipo de esperança é a esperança vã.
Sério!
Veja bem:
A esperança vã é a única que realmente lhe abre a porta para a surpresa. Ela tem um potencial de revolução em si. Sabe quando você está brincando com uma criança e fala “Vou te dar um susto.” E quando dá ela realmente toma um susto? É um mecanismo parecido. Isso não funciona com adultos.
A esperança comum é como uma prima pobre da previsão. É algo que acha que pode acontecer (e quer aconteça também) mas é humilde ou covarde o bastante para não transformar numa previsão.
A esperança vã é algo que você quer muito que aconteça, mas não põe muita fé que vá acontecer. E essa combinação de sentimentos funciona tanto para coisas que você quer quanto para coisas que você faz.
Explico.
Você pode ter uma esperança vã que algo aconteça e quando esta coisa chega muda sua vida completamente e é muito gostoso. E você pode ter a esperança vã de que algo de certo e, apesar de todas as evidencias contrárias, persistir e fazer com que essa esperança se concretize.
Como a(o) arguta(o) leitora(x) já deve ter percebido, isso é uma faca de dois legumes. Pode tanto te levantar quanto te derrubar no duro chão.
Por isso, use com moderação.
Disse no início desse post que iria me redimir, e não corrigir o post passado, a frase não está errada, é apenas pessimista.