quinta-feira, 9 de setembro de 2010

"TROUBLED SOULS, UNITE!!!"

Eu sempre gostei dos momentos nos filmes em que o personagem líder faz o discurso para motivar as tropas. E no cinema há ótimos exemplos disso: Morpheus em Matrix reloaded, William Wallace em Braveheart, Chaplin em O Grande Ditador, Rocky em Rocky Balboa e até mesmo o cômico discurso de Bluto em Animal House. (clique nos nomes para ouvi-los)
Esses discursos sempre me comoveram e devo confessar que alguns deles me levaram às lágrimas. Então, como ultimamente tenho andado com a moral baixa, resolvi escrever um discurso desses, de mim para eu mesmo, ou de mim para a nação de eus (Não se preocupem, não é um caso de múltipla personalidade, é só um recurso estilístico) para ver se consigo “rally the troops”.

My fellow countrymen, today we face a challenge greater than anything we've ever faced before. And comrades, you know as well as I do that we faced overwhelming odds before.
We've been through hard times recently, bouncing our heads against walls, facing closed doors, having our ambitions denied. The world is beating us relentlessly and we curved our backs in suffering.
After so many nos, we have forgotten what it is to claim what's rightfully ours. We've forgotten what we deserve. We’ve gotten used to solitude. But I beg you, believe me when I say that we deserve more.
And here lies our trial by fire. This is what I came here to ask of you, my comrades. We've reached a point where a choice is presented to us: to evolve or to perish. And it is with the purest conviction that I say this to you. THIS IS OUR FINEST HOUR! Look inside your hearts and you will know my words are true.
So, this is what I ask of you today, my brothers. To join arms with me, and fight, so that we may say the word that has been locked inside our hearts for so long, so that we may finally shout it out loud.
LOVE. This simple word that we craved so much for so long. Today we ride into unknown territory, and WE WILL CONQUER IT!
YES! JOIN ME! And tonight we shall stand as one, and as one we will stare our deepest fears in the eye, and send a message to anyone who can listen, that we won’t go quietly into the night. We will stand tall, AND WE SHALL HAVE OUR GLORIOUS DAWN!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Sente o batidão

Essa música é muito boa e o clip é simplesmente perfeito!
Se um dia eu experimentar ácido eu quero que seja assim.

The Chemical Brothers - The Salmon Dance
Enviado por EMI_Music. - Ver os últimos vídeos de musica em destaque 

P.S. Ouça alto.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

"You gotta fight for your right..."

A beautiful poem, check out the movie, it's excellent too.

Invictus

Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll.
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.


William Ernest Henley

segunda-feira, 24 de maio de 2010

GREED

Last, but not least...
“Você sabe o que é um fuio?” “É um buiaco na paiede.”
Essa charadinha infame é pra mostrar um pouco o mecanismo da ganância. A diferença entre necessidade e ganância é a diferença entre um buraco e um furo. Um buraco tem fundo.
É claro que a coisa é mais complicada que isso. Existe o desejo, e todas as variáveis que o influenciam. A questão é: pra que você quer todo essa grana? Dinheiro é um meio, não um fim. Então, qual a razão? Pode ser medo, pode ser a tentativa de provar algo pra alguém, de agradar alguém, etc...
O que nos leva a uma segunda questão: Esse objetivo é exeqüível? Parentes mortos são impossíveis de agradar, assim como aqueles que moram na sua cabeça. É esse tipo de objetivo que transforma um buraco num furo.
Não quero entrar aqui em moralismos cristãos e elogio da miséria. Esbanjar às vezes é bom e necessário. A estrada entre a necessidade e a ganância é pavimentada pelo desejo, e é uma estrada longa pra Ca**te!
1.    I want it all – Queen
2.    Money – Velvet Revolver
3.    Can’t buy me love – The Beatles
4.    Money (that’s what I want) – Backbeat Band
5.    Wonderful – Ja Rule feat R Kelly
6.    Gold Digger – Kanye West feat. Jamie Fox
7.    Material Girl – Madonna
Só clicar!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

ENVY

Se tem um pecado que merece esse nome, esse pecado é a inveja. A meu ver o mais destrutivo de todos. É uma relação parasita, porque ela não cria nada. Você não quer alguma coisa, você quer alguma coisa DO OUTRO. Por exemplo: você não quer um namorado(a), não quer construir um relacionamento com uma pessoa, você quer o relacionamento que fulano(a) tem com a(o) namorada(o) dele(a).
Very bad indeed...
A inveja é um desejo míope. Ou melhor, é um desejo sem criatividade.
Ô listinha que deu trabalho pra compilar! Destaques para: Faroeste Cabloco: Jeremias ícone da inveja. Fim de semana no parque: a inveja e as diferenças sociais. Invejoso foi a sugestão de uma amiga muito especial. A música do Ratos de Porão é engraçada porque é uma forma bem crua de inveja. E eu me amarro nessa versão de Creep da Karen Souza, melhor que a original.

1.    Get in the ring – Guns n’ Roses
2.    Don’t let me get me – Pink
3.    Faroeste Cabloco – Legião Urbana
4.    Fim de semana no parque – Racionais MCs
5.    O Dotadão deve morrer – Ratos de porão
6.    Invejoso - Arnaldo Antunes
7.    Creep – Radiohead (versão jazz com Karen Souza)
É só clicar. Finalizamos já com GANANCIA!

terça-feira, 11 de maio de 2010

PRIDE

 Esse é um pecado que eu tenho dificuldade de acessar. Embora para alguns teóricos não exista bom orgulho, acho que muita gente (myself included) poderia se dar melhor com um pouco mais de orgulho em suas atitudes. A lista aqui se dividiu entre o bom orgulho (fierté) e o mau (orgueil). A meu ver o Orgulho é um dos maiores inimigos do amor, apesar de ser uma forma de amor próprio. No linguajar nerd, O orgulho está para o amor assim como o Venom está para o homem-aranha. (nevermind the bollocks)
Se você se apegar demais ao orgulho, mais cedo ou mais tarde quando olhar no espelho, você só vai ver a si mesmo(a), e não vai gostar do que ver... :-|
The trickest part é valorizar sem superfaturar. Isso requer uma boa dose de autoconhecimento, tanto do que você é quanto do que você quer.
Destaques para: Do the evolution, toda a destrutividade que o orgulho pode causar, e o clip é excelente! Don’t tread on me fala da política belicista americana. Em I’m not in love, chega a ser engraçado ver a força que a pessoa faz em negar que ainda está apaixonada.
1.    Born in the USA – Bruce Springstein
2.    We are the champions – Queen
3.    Do the evolution - Pearl Jam
4.    Don’t tread on me – Metallica
5.    Say it loud (I’m black and proud) – James Brown
6.    Homem não chora – Frejat
7.    I’m not in love – 10cc

É só clicar. Voltamos já com INVEJA!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

GLUTTONY

 Não sei bem o que dizer deste... No fim da linha todos pecados falam de uma coisa só: excesso. E a gula é exatamente isso, prejudicar pelo prazer. Mais exatamente SE prejudicar pelo prazer. Mas, da mesma forma que “a secret is something you tell somebody” (U2). Um pecado é alguma coisa que você FAZ. Às vezes tudo que a gente quer é um pouco de autodestruição, e às vezes tudo que a gente precisa é de um excesso. So, take care, kids.
Difícil compor essa lista. A única inteiramente brazuca!
Destaque para: Comer, comer. Onde se poderia imaginar que um grupo infantil que tinha o nome de um genocida, seus integrantes se vestiam de bárbaros mongóis e tinham um sotaque estranho faria sucesso? Os anos 80 eram bizarros mesmo...
Morena tropicana remonta a uma antiga teoria minha, a da correlação gastro-genital, como eu a chamo. Ao contrário dos americanos, a gente come quem a gente come. ;-) E meninas, antes que algumas de vocês fiquem ofendidas, lembrem-se de que é a boca que come a banana, e não vice-versa. :-D E viva a antropofagia!
1.    Comer, comer – Grupo Gengis Khan
2.    Feijoada completa – Chico Buarque
3.    Farofa – Sérgio Malandro
4.    Caldinho de mocotó – Genival Lacerda
5.    Você não entende nada – Caetano veloso
6.    Morena Tropicana – Alceu Valença
7.    Chocolate – Tim Maia

Só clicar. Voltamos já com ORGULHO!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

SLOTH

Uma vez eu estava zapeando em casa e parei num canal onde passava um filme nacional. A cena era a seguinte: a câmera passeia por uma cidadezinha do interior do nordeste, deserta, o sol está à pino, aparenta ser umas duas horas da tarde. A câmera passa pela igreja, atravessa a pracinha e entra numa venda. Na venda, pode-se ver salames, rapaduras e outros produtos pendurados no teto e a câmera pára sobre um senhor gordo, já de idade avançada, deitado sobre o balcão. O homem coloca a mão na boca, retira a sua dentadura e com ela raspa uma rapadura que se encontra pendurada sobre ele, aí finalmente ele devolve a dentadura à boca e volta ao seu cochilo com um sorriso satisfeito.
Nunca descobri de que filme é essa cena, mas nunca mais me esqueci dela. É a preguiça estampada. Aliás, quem tem preguiça de verdade diz PRIGUIÇA ou PRIGUISS.
O grande perigo da preguiça é quando o medo se disfarça de preguiça. O que é mais freqüente do que se pensa.
Destaque para Terceiro, do Ultraje a Rigor. Tudo bem que o Ultraje tem uma música chamada preguiça, mas eu não gosto muito dela, e o clipe de terceiro é muito legal.
1.    Three little birds – Bob Marley
2.    Tarde em Itapoã – Toquinho e Vinícius
3.    I don’t wanna dance – Eddy Grant
4.    Pennyroyal tea – Nirvana
5.    Mr. Brownstone – Guns n’ Roses
6.    Sossego – Tim Maia
7.    Terceiro – Ultraje a Rigor

É só clicar. Voltamos já com GULA!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

WRATH


Outra lista fácil. Na verdade esta é uma reedição de um post antigo (Dies Irae, Check it out if you haven’t yet)
Now this one can bring damage! Mas a questão aqui é o quão freqüente e o quão fácil você entra nesse estado. Lembrem-se: o problema não é o fogo, é o incêndio.
Destaque para Marie Douceur, versão francesa de Painted Black, dos Rolling Stones. A antítese Marie Douceur – Marie Colère é a síntese desse pecado. You oughta know também é um clássico. (...and every time I scratch my nails on someone else’s back I hope you feel it. WELL, CAN YOU FEEL IT?!)
Before I forget merece destaque pelo clip. Quem conhece esses metaleiros sabe que a marca registrada deles são as máscaras. Eles nunca se apresentaram sem elas, mas nesse clip pela primeira vez eles se apresentam sem.
1.    Bullet with butterfly wings – Smashing Pumpkins
2.    Die Die my Darling – Metallica
3.    Marie Douceur – Marie Laforêt
4.    Before I forget – Slipknot
5.    I stand alone – Godsmack
6.    Eu quero ver o oco - Raimundos
7.    You oughta know – Alanis Morissette
P.S. Para ouvir as músicas é só clicá-las
Voltamos já com Preguiça!

terça-feira, 27 de abril de 2010

LUST


Meu pecado favorito! E uma das listas mais fáceis de se fazer. Apesar de ser o pecado mais notório é, a meu ver, o mais inofensivo. Relax, it’s Just sex, Baby!
Destaques para:
Foxy lady, que apesar da letra ser meio canastrona ainda acho que é A música de corte.
I want your sex. Pensei em colocar Father Figure, que me soa mais sensual, mas a letra fala muito de amor (so, let’s not change the subject).
Like a prayer. Depois que me disseram que essa música na verdade fala de sexo oral eu não consigo associá-la a mais nada “I’m down on my knees, I wanna take you there, In the midnight hour, I can feel you Power, Just like a prayer, You know I’ll take you there.” C’mon, It has to be it!
Pink é uma música gostosa de cantar. Gostosa mesmo, no sentido de deixar um gosto bom na boca.
A luxúria é rosa.

1-    Foxy lady – Jimy Hendrix
2-    Like a prayer – Madonna
3-    Pink – Aerosmith
4-    I want your sex - George Michael
5-    Buttons – Pussycat Dolls
6-    Wishing well – Terence Trent D’arby
7-    I touch myself - Divinyls

P.S. Para ouvir as músicas é só clicá-las
Voltamos já com IRA!

Non nobis, Domine...


Um livro que sempre me chamou muito a atenção foi a Divina comédia, de Dante. A descrição e divisão dos círculos do Inferno é fascinante. Infelizmente nunca consegui ler o Purgatório e o Paraíso portanto, de certa forma, ainda estou preso no Inferno (Significativo não?). Então, Recentemente eu estava jogando um videogame chamado Dante’s Inferno, baseado na Obra em questão. O jogo não chega aos pés do livro, mas os gráficos impressionam.
Anywho... Resolvi então fazer sete setlists baseadas nos sete pecados capitais. Os próximos sete post serão dedicados a cada um dos sete clássicos pecados capitais. Não que eu ache que pecados sejam grande coisa, ou mesmo as religiões que os criam, por conseqüência. Mas eu gosto da idéia romântica deles.
Em última instância pecado é simplesmente algo de que você se arrepende. “Get over it or get even.”

terça-feira, 13 de abril de 2010

Tiras de carne

The Best way to say the truth is to tell a joke.


SO much better than Mafalda.

domingo, 4 de abril de 2010

One more kiss, dear...

Essa é uma poesia do comediante Paulo Silvino que descreve muito sutilmente... Bom, leiam e descubram o quê.
Simplesmente genial!
"Permita-me oscular-te a volvetita, 
pequena flor cheirosa meu amor, formosa coração.
Tens a conchinha bonita cuja pérola sugar-te-ia com sofreguidão.
Permita-me oscular-te a volvetita,
pequena flor por quem meu caule arfante chora de paixão.....
Beijar-te os lábios, pétalas de orvalho,
viver no quente do teu agasalho.
No seu regaço entrar com todo o meu ....... ca ..... rinho.
Desnuda, meu amor, a rosa imagem santa desta tua flor
pois tudo que me encanta tem o seu sabor
e exala o seu perfume
e com ciúmes muitas noites vi passar
entre queixumes e vontade de chorar
Desnuda, meu amor, a rosa imagem santa desta tua flor
pois tudo que me encanta tem o seu sabor
pra me desesperar
e mostra por favor a corola febril
da tua flor a quem oscularei e morrerei de amor. "

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

"Welcome to the desert of the real."

Gosto muito desse poema de Álvaro de Campos (aka. Fernando Pessoa). Recentemente mais do que nunca, estou me lendo nele...

Grandes são os desertos, e tudo é deserto.
Não são algumas toneladas de pedras ou tijolos ao alto
Que disfarçam o solo, o tal solo que é tudo.
Grandes são os desertos e as almas desertas e grandes
Desertas porque não passa por elas senão elas mesmas,
Grandes porque de ali se vê tudo, e tudo morreu.
Grandes são os desertos, minha alma!
Grandes são os desertos.
Não tirei bilhete para a vida,
Errei a porta do sentimento,
Não houve vontade ou ocasião que eu não perdesse.
Hoje não me resta, em vésperas de viagem,
Com a mala aberta esperando a arrumação adiada,
Sentado na cadeira em companhia com as camisas que não cabem,
Hoje não me resta (à parte o incômodo de estar assim sentado)
Senão saber isto:
Grandes são os desertos, e tudo é deserto.
Grande é a vida, e não vale a pena haver vida,
Arrumo melhor a mala com os olhos de pensar em arrumar
Que com arrumação das mãos factícias (e creio que digo bem)
Acendo o cigarro para adiar a viagem,
Para adiar todas as viagens.
Para adiar o universo inteiro.
Volta amanhã, realidade!
Basta por hoje, gentes!
Adia-te, presente absoluto!
Mais vale não ser que ser assim.
Comprem chocolates à criança a quem sucedi por erro,
E tirem a tabuleta porque amanhã é infinito.
Mas tenho que arrumar mala,
Tenho por força que arrumar a mala,
A mala.
Não posso levar as camisas na hipótese e a mala na razão.
Sim, toda a vida tenho tido que arrumar a mala.
Mas também, toda a vida, tenho ficado sentado sobre o canto das camisas empilhadas,
A ruminar, como um boi que não chegou a Ápis, destino.
Tenho que arrumar a mala de ser.
Tenho que existir a arrumar malas.
A cinza do cigarro cai sobre a camisa de cima do monte.
Olho para o lado, verifico que estou a dormir.
Sei só que tenho que arrumar a mala,
E que os desertos são grandes e tudo é deserto,
E qualquer parábola a respeito disto, mas dessa é que já me esqueci.
Ergo-me de repente todos os Césares.
Vou definitivamente arrumar a mala.
Arre, hei de arrumá-la e fechá-la;
Hei de vê-la levar de aqui,
Hei de existir independentemente dela.
Grandes são os desertos e tudo é deserto,
Salvo erro, naturalmente.
Pobre da alma humana com oásis só no deserto ao lado!
Mais vale arrumar a mala.
Fim.

Recente eu assisti o filme “Amor sem escalas” (Up in the air) (ô tradução infeliz!) e achei muito bom, recomendo!
Então, eu estava cá com meus botões pensando e percebi um paralelo entre as duas obras.
A mala.
A mala é o nexo entre as duas histórias, mas a relação do protagonista do filme com a mala é diametralmente inversa à relação do protagonista do poema. O personagem de George Clooney é um verdadeiro tuareg, abraçou a mala e está feliz com a sua vida no deserto dos aeroportos (ao menos inicialmente). Já o poeta resiste à mala. Fica prostrado diante dela, talvez por não ter assistido ao seminário de Clooney. hehe
“If there’s a point in this, you should be getting to it.”
(me amarro nessa frase) O meu ponto é que, as posições dos dois protagonistas, apesar de aparentemente opostas, são bastante similares. Os dois resistem à bagagem, a diferença é que um professa o abandono da carga dos relacionamentos e o outro resiste à colocá-los em sua mala. Os dois vivem no deserto, mas um está mais conformado com isso do que o outro (resta saber qual). ;-)
A verdade é que os desertos (assim como as árveres (sic)) somos nós, e só contato com outras pessoas tem o poder de trazer breves mudanças de scenarium. Aqui falo de contatos de verdade, não é dar bom dia pro porteiro, é partilhar, trocar, se abrir.
Eh, meus amigos, não é mole não. Por isso essas são tão breves e raras, e por isso tanta gente prefere viver no deserto. Eu mesmo estou cansado.:-/

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

In the dark of night...

 Vi essa frase hoje e achei poderosa, tenho que conhecer mais Clarice...



"Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite."

Clarice Lispector

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Tubo de ensaio

Como diz a música do Barão Vermelho “O meu passatempo predileto é pensar, passo várias horas do dia só pensando”.
Em virtude disso, já há algum tempo eu bolei um experimento psicosociológico em minha mente que consistia no seguinte:
Eu chamo de A experiência da ilha.
Pegamos um grupo de mulheres (aproximadamente 50 indivíduos, idades variadas, nenhuma delas sendo mãe, afinal, não é bom meter mãe no meio).
Pegamos um grupo de homens com as mesmas características.
Então pegamos cada grupo e colocamos isolados em uma ilha diferente.
Agora vamos dar duas notícias a cada um dos grupos, as notícias são as mesmas e as seguintes:
a)    Houve uma praga que dizimou o cacau, portanto, acabou o chocolate no mundo.
b)    Apareceu um vírus que dizimou a população do sexo oposto na terra. Não há mais homens ou mulheres
Pois bem, em todas as minhas simulações os resultado é o seguinte:
Reações na Ilha dos homens
    - Acabou o chocolate: “É, pena...”; “Pôxa, lembra aquele chocolatinho que tinha quando a gente era pequeno?”; “Mas ainda tem outros doces né? Então tá beleza!”
    - Acabou mulher: Terror e Pânico! Alguns tentam suicídio, outros choram convulsivamente; uns tentam racionalizar dizendo “Não, dá pra sair dessa, vamos pesquisar, clonar...”; o cenário é desesperador.

Reações na Ilha das mulheres
    Acabou homem: “Pô, que chato hein?”; “Vou sentir saudade do meu pai.”; “Eu gostava tanto do meu vovozinho...”; “Bom, o negócio é tocar pra frente.” Algumas até comemoram. “Viram agora quem é o sexo fraco? Vamos mostrar que a gente não precisa deles pra nada mesmo!”
    Acabou chocolate: Pânico generalizado. Choro! Algumas ficam catatônicas, outras já pensam em gastar toda a fortuna na última barra de Lindt do mundo...
***
Pois é... Eu contei esse experimento pra alguns amigos e a reação foi que todos meus amigos homens concordaram com os resultados obtidos, e das minhas amigas, mais ou menos metade concordou. O que dá aproximadamente 75% de concordância.

Esse resultado me deixou satisfeito e triste...

... Alors, recentemente eu descobri esse livro, na verdade uma graphic-novel que trata desse mesmo assunto, Chama-se “Y – The last man” (A Panini está lançando uma versão traduzida aqui). Na estória um vírus dizima a população masculina do planeta, à excessão de um homem. Podemos ver então as diversas reações das sobreviventes. A questão é trabalhada com muito mais detalhe e estilo que na minha simulação (tosca, eu admito). Muito boa leitura, eu recomendo!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

"Remember what John and Paul said."

This is a text sent to me by a friend. I liked it very much.
Not my posting style, but, it's been a while since I last wrote here...

Writer's block... maybe it has something to do with the text.
The only thing that I disagree is the one about the types of love.
Gotta think about it...

AMAR, SÓ, NÃO BASTA.

Artur da Távola
Aos casados, aos que não casaram, aos que vão casar, aos que pensam em se separar...aos que acabaram de se separar, aos que pensam em voltar...
Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima posição no ranking das virtudes, o amor ainda lidera com folga. Tudo o que todos querem é amar.
Encontrar alguém que faça bater forte o coração e justifique loucuras.
Que nos faça entrar em transe, cair de quatro, babar na gravata. Que nos faça revirar os olhos, rir à toa, cantarolar dentro de um ônibus lotado.
Tem algum médico aí???
Depois que acaba esta paixão retumbante, sobra o que? O amor. Mas não o amor mistificado, que muitos julgam ter o poder de fazer levitar. O que sobra é o amor que todos conhecemos, o sentimento que temos por mãe, pai, irmão, filho. É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo.
Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.
A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta.
Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna.
Casaram. Te amo prá lá, te amo prá cá. Lindo, mas insustentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas.
Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor. É preciso que haja, antes de mais nada, respeito. Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência... Amor, só, não basta.
Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas.
Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades.Tem que saber levar.
Amar, só, é pouco. Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar. Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar.
Entre casais que se unem visando à longevidade do matrimônio tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um. Tem que haver confiança. Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que  não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão.
E que amar, 'solamente', não basta.
Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia, falta discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado. O amor é grande mas não é dois.
É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência.
O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.
Um bom amor aos que já têm! Um bom encontro aos que procuram! E felicidades a todos nós!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Play it by ear


Hamnahamnahamna

Mulheres pra mim são como música. Eu não entendo patavinas de nenhuma das duas, mas eu as adoro.

Almost

Essa Música meio que resume minha vida atualmente.



Os Blues Brothers são imbatíveis!